Sabe um arco-íris depois de uma longa tempestade diurna? Foi isso que tu trouxestes contigo quando se achegou a mim;
Tendo uma paciência absurda para atravessar cada uma das muralhas que construí ao meu redor, e fazendo questão de derrubá-las como se fossem apenas folhas de papel leves e finas, se gabando e contando cada uma das vitórias; é eu? eu estava apenas observando e deixei, sem perceber exatamente o que isso poderia causar.
De repente, senti uma pontada no meu peito e vi que, tu não te satisfezeste com minha vulnerabilidade; foste mais a fundo chegando ao meu coração, que não pude mais ter, porque a partir daquele momento ele era só teu; tu irias guarda-lo e cuidar muito bem;
As feridas que haviam nele, costurastes uma a uma, lenta e suavemente, com cuidado para não abri-las mais ainda;
As feridas que haviam nele, costurastes uma a uma, lenta e suavemente, com cuidado para não abri-las mais ainda;
Tu estavas me cuidando, e de uma forma louca e apaixonante, me fazendo sentir mais que amada, mais que querida, mais que desejada. Me fazendo sentir única, e me prometeu nunca machucá-lo;
O tempo foi passando, e quando vi, o que aconteceu com a promessa? Tu o guardastes, mas parece que o deixou sozinho em um poço bem fundo.
Lançaste ele logo depois de restaurá-lo sem dó nem piedade; mas no fundo haviam espinhos, espinhos muito pontudos das rosas que colocastes lá para tentar esconder o odor ruim que passou a ter;
Lançaste ele logo depois de restaurá-lo sem dó nem piedade; mas no fundo haviam espinhos, espinhos muito pontudos das rosas que colocastes lá para tentar esconder o odor ruim que passou a ter;
Ele te gritava; Suplicava;
Água portanto, passou a ser jogada, para que ele ficasse submerso, e não mais em contato com o fundo. Mas o que estava acontecendo? A água era tanta que ele começou a se afogar, tu o afogaste; perdeste o controle sobre o nível de água.
Mas ele não sabia nadar, e já não conseguia mais respirar. Ele está preso, preso a ti, que prometeu; PROMETEU cuidar dele. De várias formas tento arrancá-lo de ti, mas ele sempre se recusa. Parece que prefere a dor e o desespero do afogamento a te deixar;
Água portanto, passou a ser jogada, para que ele ficasse submerso, e não mais em contato com o fundo. Mas o que estava acontecendo? A água era tanta que ele começou a se afogar, tu o afogaste; perdeste o controle sobre o nível de água.
Mas ele não sabia nadar, e já não conseguia mais respirar. Ele está preso, preso a ti, que prometeu; PROMETEU cuidar dele. De várias formas tento arrancá-lo de ti, mas ele sempre se recusa. Parece que prefere a dor e o desespero do afogamento a te deixar;
Ele não vai suportar, e tu não percebes isso! Tu já te acomodastes, nós já nos acomodamos a migalhas. Ele ~meu coração~ também já se acostumou a dor, e também ao carinho que tu resolve dar quando está com vontade. E quer saber?
Ele, talvez por ter medo de não saber mais viver sem isso, ou simples medo de te perder pra sempre, se satisfaça em apenas sobreviver* ao teu lado, enquanto o guardas entre espinhos e lama; enquanto o seguras sem cuidado; cuidando sem saber como cuidar; e o abraça, sem talvez realmente o amar.
Só estar ao teu lado me basta, só te ter comigo, é um alívio. Longe de ti não aguento ficar; E se não for pedir demais, tu podes me prometer apenas uma coisa sem quebrar a promessa?
Me promete que não joga fora o que eu mais de precioso tenho? Eu aceito a falta de cuidado de a dor, mas pra estar contigo, eu escolho aguentar esse martírio.
Me promete que não joga fora o que eu mais de precioso tenho? Eu aceito a falta de cuidado de a dor, mas pra estar contigo, eu escolho aguentar esse martírio.


Lindo. Adorei
ResponderExcluirMuito lindo mana!!! 😊
ResponderExcluirMaravilhoso, Carol ❤ adoro sua forma de escrever, tão rica, tão pura...
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